pacto fiscal
O “Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governança na União Econômica e Monetária” adotado pelos governos da zona do euro no início de 2012. Além de uma rigorosa disciplina orçamentária e um freio da dívida, as partes contratantes acordaram um procedimento de déficit mais rigoroso. – Se o pacto pode evitar novas crises de dívida é questionável. Isto porque desenvolvimentos indesejáveis no mercado de trabalho (os sindicatos forçam aumentos salariais acima do produto marginal do trabalho [aproximadamente: a empresa deve pagar mais em salários por hora trabalhada do que o empregado cria em valor agregado], o que leva a uma perda de competitividade internacional) e no mercado financeiro são possíveis mesmo com um orçamento estatal equilibrado. – Além disso, ao contrário de algumas declarações na mídia, o Pacto Fiscal não é, de forma alguma, uma união fiscal. Mesmo que as regras fiscais continuem a ser violadas, a soberania do orçamento nacional não deve ser renunciada. A responsabilidade pela política fiscal e, portanto, também pela implementação das disposições acordadas permanece em nível nacional. – As críticas ao Pacto Fiscal enfatizaram que os países altamente endividados precisam de um tempo muito longo para avançar em direção ao equilíbrio orçamentário em etapas muito pequenas. Medidas radicais de austeridade exacerbam a crise ali e levam ao oposto do que se quer alcançar. Devido à desaceleração econômica, as receitas fiscais estão caindo e os pagamentos de transferências estão aumentando. Isto, por sua vez, aumenta a dívida nacional, o que gera demandas por novas medidas de austeridade, o que então agrava ainda mais a crise. Isto cria um círculo vicioso que é muito difícil de ser quebrado. – Em qualquer caso, as causas dos desequilíbrios devem ser enfrentadas e reformas – como, acima de tudo, o desenvolvimento da concorrência em todos os níveis e os esforços para uma administração estatal eficiente e um sistema jurídico estável – devem ser implementadas. – Enquanto a ação em todos os países não for determinada pela percepção de que os recursos não devem ser consumidos nesta geração em antecipação aos tempos futuros por meio da dívida pública (“cultura de estabilidade”), todos os acordos correspondentes acabarão sendo ineficazes. – Ver ajuste automático, resgate, ajuste de balanço, jogo de culpa, disfuncionalidade, área monetária, dados-chave, macroeconômico, potencial de chantagem, União Monetária Européia, erro fundamental, Mecanismo de Estabilidade Européia, Pacote Euro Plus, explosivo da UEM, Conselho Financeiro, estabilidade financeira, crise grega, pressão dos pares, crise irlandesa, japonização, máquina de movimento perpétuo, grampo de política, inadimplência política, crise em Portugal, resgate, droga da dívida, união da dívida, solidariedade, financeira, conta bloqueada, pressão da dívida soberana, Pacto de Estabilidade e Crescimento, erro fundamental, Tina, união de transferências, desequilíbrios, interno da UEM, imposto sobre a riqueza, vinculação dívida-produtividade, cumprimento de contratos, fato de crescimento-dívida, histórico, promoção do crescimento, competitividade, expropriação forçada. – Cf. Relatório Anual 2011 do Deutsche Bundesbank, pp. 37 e seguintes (coordenação econômica na UE em geral e em particular; visão geral; referências), Relatório Anual 2012 do BCE, pp. 151 e seguintes (entrada em vigor do Tratado em 1 de janeiro de 2013; freio da dívida), Relatório Mensal do Deutsche Bundesbank de fevereiro de 2012, pp. 64 e seguintes (apresentação e avaliação do Pacto Fiscal), Relatório Mensal do BCE de março de 2012, pp. 113 s e seguintes (apresentação do Pacto Fiscal), Relatório Mensal do BCE de maio de 2012, p. 85 s e seguintes (discussão detalhada e aprofundada sobre o Pacto Fiscal), Relatório Mensal do Deutsche Bundesbank de agosto de 2013, p. 71 s e seguintes (novas decisões sobre procedimentos deficitários), Relatório Mensal do BCE de setembro de 2013, p. 113 s e seguintes (resultados do fortalecimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento; são necessárias novas melhorias).
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Professor Universitário Dr. Gerhard Merk, Dipl.rer.pol., Dipl.rer.oec.
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